Python — o novo inglês

Há 30 ou 40 anos, aprender inglês era incontornável. Sem inglês, não se fazia carreira internacional e mal se acompanhava a literatura técnica. Hoje, mais do que dominar o inglês, é indispensável aprender a programar. O Javascript e, sobretudo, o Python viraram a porta de entrada universal. Muitos serviços de inteligência artificial estão acessíveis via API e, quase sempre, alguém já criou uma biblioteca em Python para facilitar o acesso.

Eu mesmo já senti essa diferença. Usei o Google Earth Engine para produzir mapas climatológicos que no meu computador seriam impossíveis, ou levariam dias para rodar. Mais recentemente, usei o Gemini para ler 300 PDFs e alimentar uma base de dados. Tudo isso via Python: um script simples no meu laptop Intel i3 fez em minutos o que, manualmente, levaria semanas de trabalho repetitivo.

Python não é apenas mais uma linguagem de programação. É a chave de entrada para esse novo mundo em que dados e inteligência artificial estão ao alcance de qualquer um. Se o inglês abriu portas no passado, hoje é o Python que abre as próximas.

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